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Continue lendo →: no vale do silêncio
uma perna, um quatrono vale do silêncio,eu sou a deusa da ignorânciaeu não procuro saber,mas procuro sentiras mãos juntas, posição de ataque danço em volta da cerâmicano meu mundo,não controlo eu me guio,meus sentimentos são importantes,mas a justiça é a chave para me fazer abrir portasuma perna, um quatrono vale…
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Continue lendo →: gostinho de cupuaçu
docinho em mim,meu doce de cupuaçudesejo às dezesseis e dezesseisbeijinhos de suspirospenso às dezoito,em receitas de posiçõescoberturas, recheiosvitaminadas, sucosmisturas de calor sensações no frioàs vinte e três horas,pude me servir à ceia
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Continue lendo →: temporais
pinguinhos de prazospresos em inconstâncias passam por ventaniaschoram ponteiroslamentammilissegundos de poçaslágrimas de horas peçamos em nome do tempoque provoquem tempestades até que esqueçamos…
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Continue lendo →: sobre a folha seca que caiu no seu ombro aquele dia
Em fevereiro estava tão quente, as vindas do ar de fogo no meio da tarde balançavam meus cabelos secos e esquentavam as minhas bochechas. O Sol estava vermelho. A nossa pele ficou avermelhada, apesar da sombra que nos agarrava em afinco. E eu lembro de ver as lágrimas escorrerem entre…
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Continue lendo →: satirizonas em: quando você precisa deitar um pouco
Passei a manhã sozinha. Tive um tempo de qualidade comigo mesma e lembrei que sou muito boa em muitas coisas, como meu rosto é macio e como sou confortável ou omo posso ser criativa, boa em descrever cenários e amarrando o meu cabelo. Eu posso ser bastante estilosa, também tenho…
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Continue lendo →: satirizonas em: interpretando sonhos (ou dando significado para eles)
Há dois anos, eu fazia consulta com psicanalista. É engraçado que quanto mais tentava organizar meus pensamentos através da fala, mais o meu incosciente tentava conversar comigo. Em um desses encontros na terapia, falei sobre um sonho que tive. Nele, eu procurava uma casa nova para morar, subia no segundo…
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Continue lendo →: eu te dev(oro)
ajoelhado, em cima da mesa abri-me em lamento domingo de manhã às sete eu o comi, em sofrido silêncio
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Continue lendo →: satirizonas em: quando descascamos nossos medos?
Pra começar a saga, ouvi na semana passada que eu ia morrer sozinha porque era uma casca vazia que não se importava com ninguém além de si mesma. Pff, que piada. Quem se importa com outra coisa além de si mesmo hoje em dia? O capitalismo não moldou a gente…
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Continue lendo →: enigma
me falaram que eu era uma pausavocê consegue me ver quando se ouve?se em lamentos, eu surjovocê me espera?mas eu não apareço em suas falas, só em suas orações
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Continue lendo →: quando o ar sussurrou
eu poderia ouviruma vez,duas vezesseis vezes como uivosem ventaniascomo pinguinhosem poças como farfalhasde folhas secascomo o balançar de ventanianas árvorescomo o som da sua risadamais estonteante como o tomque saiu…quando dissena primeira veze na última e eu poderia ouvir maissetenta vezes setevezes
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Continue lendo →: parece você
Cheguei em casa. O peso todo veio, me trazendo de volta, de tanto sustentar esse papel adorável para existir lá fora. Tomei um banho pra me lavar de mim mesma e meus pensamentos, lavei meu cabelos sujos de ideias, meu corpo cheio de riscos. Os cabelos molhados, frios e limpos…
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Continue lendo →: justificativa do meu breve sumiço com algumas pitadas de divagações que você ouviria em silêncio e teria respostas para todas elas quando eu terminasse de falar
Meu querido, Espero que este e-mail o encontre bem. Deveria ter mandado alguma mensagem antes, mas meio que surtei na semana passada e desativei todas as minhas redes sociais. Estavam me dando nojo de mim mesma. Não sei se chegou a você, mas saí de casa (acho que chegou sim,…