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Continue lendo →: desequilibrada!
ando numa corda bamba esses anoseu era puxada pela mão e me mantinha segura, longe mas a mão percorreudemais pra eu correr agora o chão tá tão distanteque estou voando “segura a mão, sozinha você não tem equilíbrio” é! eu não tenho equilíbrio…eu tenho mundinhos nos dedosprotegendo como bolinhas de…
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Continue lendo →: cheias de lua
a cheia do rio afoga a lua cheia no céutateando a minha pele pardade branco vermelho marrom a cheia do rio de lágrimasafoga os olhos de luabanhando no encontro de rios que choram misturas quando balançam a redede risos-criançaa lua lá de cima controlaas cheias dentro de mim que engolem…
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Continue lendo →: quando ele a viu de verdade
O trem era barulhento e abafado, a ventania acalorada invadia as janelas abertas e fazia os cabelos dela balançarem, apesar da velocidade, em seus olhos, tudo percorria em câmera lenta. O rosto rígido virado para encarar a escuridão e as luzes ligadas no movimentar rápido do vagão balançante de um…
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Continue lendo →: dentro de mim
Aqueles olhos possuíam inimagináveis histórias para contar. Doce e cativante criatura, não me contava suas melancolias porque temia que eu não pudesse dormir à noite. Uma vez, me disse enquanto apagava dentro de mim que podia sentir uma fina escapatória do próprio corpo. Flutuou pelo intenso infinito de incertezas humanas…
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Continue lendo →: com um laço bonitinho
a barata voadora está de novo no meu quarto pego ela e dou um banho enfeito ela e ponho um laço você voa, eu não você sobrevive, eu só vivo ficamos amigas, mas ela me irritava “pare de voar pela casa!” ela não parava “pare de voar pela casa!” ela…
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Continue lendo →: você não se importa
tu não liga, age com indiferençatu é desestimulada, parece que nem tem libido tu transa, ao menos? transo sim, e é gostoso com essa energia que tu tem, será que dura? por que te interessa? porque tu não abraça com vontade,tu não ri de verdade tu é toda sonsa, fingidatu…
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Continue lendo →: o que é saudade?
Morando em um crânio oco, Apartamento de seus amigos-insetos A minhoca colorida cheia de barro Rastejou-se para se distrair Ela ouviu cochichos, As moscas varejeiras choravam de saudades Da carne podre do cadáver jogado No meio de um rip rap Que palavra estranha era saudade A minhoca devagarinho chegou na…
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Continue lendo →: cantinhos da parede
uma lagartixa mora no canto da parede e eu dou olá quando chego em casa às onze da noite cheirando a fumaça meus cabelos espetados assustam a minha pobre lagartixa que sempre me faz rir quando caça todas as malditas formigas adoro vê-la devorar aquelas pequenininhas trabalhadoras imorais organizadas me…
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Continue lendo →: <sem título>
ai de mim que sinto menos do que tanto menos tanto que se doeu uma vez imploro para que doa de novo e eu me desfaleça de doídos machucados ai de mim que não me machuco chega de dodóis cicatrizados que rasgo vez ou outra para sentir sentir a dor…
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Continue lendo →: <sem título>
no túmulo da minha cama me reviro em três voltas doendo a dor do tiro voltando o som que dispara meu corpo frio levanta o estalo dos ossos rangendo batem os olhos pulam para fora um dos pés cai quando dou um passo no cemitério que é a minha casa…
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Continue lendo →: um inquilino que mora em mim
Há uma história engraçada que aconteceu recentemente comigo. Aconteceu de verdade, eu garanto. Talvez, um dia, você conheça alguém que passou por isso ou você mesmo tenha passado e agora se sinta compreendido. No entanto, não julgo caso não acredite. Só idiotas sonhadores acreditariam. Bem, nós já passamos por tanta…
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Continue lendo →: <sem nome>
se eu estivesse apaixonada por todas as pessoas eu não as olharia nos olhos em busca de devorar almas gêmeas a possessão de dominar o seu corpo te fazer de uma grande prisioneira dentro do meu castelo de amores a falta de amor é tanta que tem uma gaiola bonitinha …