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Continue lendo →: <sem nome>
soube que estamos nas melhores eras maravilhoso o poder se conectar tão profundamente que não vejo a aura do seu smartphone! as melhores épocas de nossas vidas onde bebo todas as lágrimas do corpo em vez de copos de água é tão bom viver quando quero morrer escondida dentro de…
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Continue lendo →: <sem nome>
doeu um pouquinho quando a sensação veio sem ao menos saber o que era o grude doía mais quando não podia falar a febre vinha toda a noite até mesmo depois que a criança não cresceu, mas era grande a dor não era mais no corpo era nos corredores do…
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Continue lendo →: <sem nome>
existem passarinhos voando entre os ossos de algum cadáver cheirando a podre com as minhocas fazendo casinhas olá, senhora mosca já é a hora de recolhê-lo? bem-vinda, dona lagarta podemos fazê-lo florescer? o mato já está crescendo e logo a chuva vem transformando a morte e uma grande árvore viva
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Continue lendo →: <sem nome>
despenteie passe depois entre os fios desembaraçando-os fique até as dez devagar, com cuidado sinta entre os dedos existe tanta dor rejeite entre os dois de cabelos já são nove horas despenteie o amor
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Continue lendo →: <sem nome>
rasgando a pele parda profundamente dentro do âmago a alma perfura sem espírito cortando em dois cor vívida embranquecida sem tons sem alma o sangue morto todo se foi as farpas ficam
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Continue lendo →: sobre as ventanias quentes
Eu queria um pouco de afeto Para costurar meu coração Machucado Eu queria sentir uma brisa tão fria Que me endurecesse E não me partisse de novo Mas aqui está a minha ventania quente Me dando afetos cheios de desejos em cima de mim Eu deveria estar me curando entre…
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Continue lendo →: oh, não
a gente não tem mais futuro mas eu vejo um futuro com você a gente não tem mais tempo mas eu arrancaria um dos ponteiros do sistema no outro dia anterior me contaram na prisão de poemas que a gente tem uns três anos ou menos a gente morre de…
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Continue lendo →: O chuvisco me contou que você escreveu
Outra noite estive sozinha olhando pela janela do quarto Lá de cima os pingos de garoa vinham cumprimentar os meus dedos Eu penso que como uma casca vazia, os pingos poderiam entrar em minha boca E alimentar o meu vazio por dentro Mas eles me contaram que ficar à procura…
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Continue lendo →: casinhas de nós
como um movimento de corpo-casa acolhimento fechado que chave abriu perdeu dentro do quarto os dedos mindinhos nos seus olhos dormidos não pode abrir a boca, mas os olhos vêem os corpos nos reflexos mexendo dentro de si buscando recuperar as armadilhas é um segredo feito de companhia entre nós…
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Continue lendo →: luto
acostumada a ser um problema em uma equação dentro de linhas analisando poemas que vivem dentro de pequeninhas vidas que esvaem e doem era um segredo sentimentos não sentidos em poemas não escritos vivenciando um luto de silêncios ditos
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Continue lendo →: pêndulos
de muitos toques, para o meu (des)toquea pele lembra dos arranhos seus apertos na garganta o deslize se torna um mero norte entre o meu rio de tantos ganhos delicadamente me arranha entre as minhas lágrimassuplico em silêncio que um dia-colapsaviva de (concretos) momentos
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Continue lendo →: de cachos a cachinhos em meus dedos
Se alguém como alguém desse alguém existisse Haveria luz em todas as pontas da Terra Se alguém como esse alguém existisse As nuvens chorariam de alegria a cada som do riso dele que ouvissem E se alguém como esse alguém existisse De inveja, a mãe natureza criaria caracóis, labirintos e…