As veias das minhas mãos são galhos de árvore
Meus olhos são relógios de ponteiro
Minha pele é madeira
Minhas marcas são planetas
Minhas lágrimas são tempestades
Meu sopro é furacão
Meu gemido é o vento uivante de uma montanha no inverno
Eu não sou nada comparado a mim mesma
E o nada não é comparado a mim
O sempre anda ao meu lado, EU ando pelas vidas entre as vidas de outras vidas que viveram vidas
Eu modelo e desmodelo existências dentro de inexistências
E no espelho, meu reflexo não existe
Porque nada adianta criar significados se o tempo existe em mim e eu existo dentro do tempo
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